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Por Ary Alonso Millan(†)

Todo o entendimento baseado na Lei de Causa e Efeito pressupõe conhecer o que está por trás do que percebemos com os cinco sentidos. Na verdade, mesmo os mais céticos, na hora de dormir ou de algum aperto, “apelam” para alguma coisa ligada à fé. “Alguém vai me ouvir”, disse minha amiga, absolutamente prática e lógica nos pensamentos da vida, mas que trabalha de forma intuitiva.

Vivemos numa certa bipolaridade porque, por um lado, precisamos organizar nosso dia a dia de maneira lógica e ordenada, seguindo todas as regras do senso comum, que foram estabelecidas na região em que vivemos. Por outro lado, temos a aceleração do retorno ou consequências dos nossos atos que começa a assustar, fazendo com que busquemos manter alguma ligação com o etéreo.

De fato, não existe o obscuro, apenas coisas ocultas e outras reveladas. Mas onde está isso tudo? Queremos enxergar, ouvir, tocar, mas no metafísico é impossível; só podemos perceber e sentir. Acontece ainda que sentir pode ser a pior armadilha porque podemos sentir apenas as necessidades da inteligência do corpo – o que eu ganho com isso agora?

Para sabermos distinguir a nossa natureza física da metafísica, é preciso fazer um esforço, ter um desejo verdadeiro e manter, de alguma forma, o entusiasmo pela busca.

Da próxima vez que quiser uma “ajuda” extra, tente ouvir a si mesmo.