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Por Ary Alonso Millan(†)

O fim é o maior medo do ser humano. De forma totalmente idiota, achamos que ficar consternados com o que aconteceu com outra pessoa é bom. Trata-se de convenção social absolutamente perniciosa – sofrer ou parecer que sofre pelo outro – porque traz a consciência de vítima para a nossa vida. A inteligência criadora, nossa consciência metafísica, apenas reflete o que manifestamos. Precisamos entender que o fim não é uma perda, e percebemos isso quando observamos os ciclos da vida.

Tudo é cíclico. Quando acaba um ciclo, que pode ser um relacionamento amoroso, uma sociedade ou amizade, significa apenas que precisamos iniciar outro. Se houve um rompimento, é importante que “matemos” tudo que existia anteriormente, para podermos começar o novo. Podemos fazer isso sem descartar pessoas. Se aquela relação caminhou por uma estrada que levou ao desrespeito, é hora de terminá-la para buscar um novo caminho, mesmo que seja com a mesma pessoa.

Os cabalistas ensinam que só existe uma precondição para mudarmos algo em nossa vida: estar vivo. A cada instante, podemos recomeçar ou fazer diferente do que fizemos no minuto anterior. Essa, talvez, seja a maior beleza da vida.

Pare de se criticar pelo que fez e ponha toda a sua consciência e energia no que vai fazer agora, caso contrário, o seu futuro tem muita chance de ser um “remake” do passado. A contagem do tempo está aí presente na nossa vida para nos ensinar que tudo se renova. O passado já passou; agora, cuide de criar o novo, buscando o melhor, sempre pela verdade.

Cuide da causa e controle o efeito.