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Por Ary Alonso Millan(†)

A maior questão, tanto para as mulheres quanto para os homens, está nos relacionamentos. Eles podem disfarçar, com pose de quem não está nem aí, mas, no mínimo, querem uma babá ou uma mãe para pôr ordem em suas coisas.

Elas, em sua maioria, querem cuidar de alguém, e é impressionante como gostam de um maior abandonado. Assim, o instinto maternal está sempre presente e, quando o companheiro é imaturo, a mulher acaba virando até arrimo de família. Não é à toa o crescimento da quantidade de casais com mulheres mais velhas do que seus pimpolhos. Fica bem mais fácil dominar o abestado.

O fato é que, sem equilíbrio na área emocional, ninguém vive bem. A confusão, no entanto, acontece porque as pessoas acham que estar com o emocional resolvido significa ter alguém por perto. As mulheres têm se unido com alguém por todas as razões possíveis e imaginárias, menos porque identificaram o caráter e a personalidade que desejam ter ao seu lado.

Na incapacidade de esperar pelo melhor, ficam com o que se aproxima, sem qualquer tipo de critério, que não seja a atração física ou a carência. Falta paciência e sobra impulsividade. Desenvolver amizades entre homens e mulheres é uma coisa pouco comum nos dias de hoje, a não ser que não exista nenhum tipo de atração pelo outro.

Porém, se não criamos amizades, como vamos conhecer alguém? Pelo cheiro? Pela forma? Pelas falas marotas ou cabotinas? Claro, ninguém tem tempo para esperar… Por todas as razões acima, vemos, cada vez mais, relações infantis, em que pessoas com trinta, quarenta e cinquenta anos ainda brincam de mãe e filhinho, freudianamente falando. As mães sempre pacientes, e seus filhos querendo que mamãe cuide de tudo e dê comidinha na boca. Um pouco de intimidade, um pouco de afinidade, mas cumplicidade, que é bom, zero. Se ajudar o filhão a amadurecer dá trabalho, não tem problema: compre uma chupeta; afinal, estamos na era do vale tudo…

Cuide da causa e controle o efeito (ou não).