Por Ary Alonso Millan(†)

A primeira vez que vi o título do livro escrito pelo Rabino Nilton Bonder, pensei: como assim? Qual a relação entre alma e moral? Nenhuma! Pois é exatamente o que acabamos aprendendo por leitura tão profunda e inusitada que nos proporciona o ilustre escritor.

Estamos tão viciados nos códigos morais e éticos, nos certos e errados da vida, que perdemos a percepção da potencialidade do nosso ser. As pessoas entregam o controle de sua vida para qualquer coisa – como se isso fosse possível; como se não existisse a perfeição no mundo físico.

Entender a “imoralidade” da alma é sair da limitação do bom e mau, do puro e impuro e viver a verdade universal da busca do melhor. A vida fica tão mais fácil, gostosa, quando nos libertamos de todo tipo de dor e sofrimento que o “pode e não pode” estabelecido por códigos milenares ou atuais nos impõem.

O ponto de partida, como sempre, é assumirmos toda a responsabilidade por nossas vidas. É claro que as regras sociais balizam a interação entre as pessoas, mas não podem definir nossas escolhas, porque serão sempre morais, mas falsas.

Um casal não pode permanecer junto porque assinou um contrato ou fez um compromisso público e religioso, mas não possuem mais o encontro de objetivos que os uniu. Imoral não é desfazer compromissos quando, de fato, são só mentiras.

A nossa essência é o desejo pelo melhor, e podemos usar o nosso corpo e inteligência racional para buscá-lo, agora ou quando chegar algum tipo de falta que nos obrigue a engolir a verdade.

Antes de tudo, respeite a lei da natureza, não a dos homens.

Cuide da causa e controle o efeito.