Por Ary Alonso Millan(†)

Mudar um padrão de comportamento é, talvez, a coisa mais difícil que temos de realizar na vida. Nossa estrutura social e política está montada sobre o princípio de que todos somos vítimas, de alguma forma ou em algum momento. E esse é o pior vício comportamental dos séculos XX e XXI.

Causa muito mais danos do que todas as drogas juntas; afinal, é a consciência de vítima a semente de todas as doenças. Quando não queremos assumir a responsabilidade das decisões egoístas e sem respeito pela interferência nos vizinhos, temos a arma mais covarde para esse comportamento.

A explicação pode ser espetacular, mas, às vezes, é apenas singela e até doce. O fato, porém, é que ela nos livra da propriedade da causa que gerou algum efeito desagradável para alguém, inclusive e especialmente, nós mesmos.

O que esquecemos ou fingimos que não sabemos é que tudo tem energia por trás, ou melhor, uma consciência. As vibrações ou ondas eletromagnéticas que criamos quando falamos ou agimos são alimentadas pela nossa energia vital – da alma. É como se depositássemos ou investíssemos, em cada ato nosso, uma parte da força metafísica que nos mantém vivos.

Esse investimento energético é a base de todos os nossos desejos. Só por meio dele, podemos criar as causas da nossa vida. Está em cada mínima respiração ou movimentação sutil dos órgãos do nosso organismo.

Quando retorna o efeito de tudo que manifestamos, estamos recebendo de volta a energia injetada na semente daquela respiração, palavra ou ação. Se não aceitamos o retorno da nossa própria força vital – porque não gostamos dele ou do efeito desagradável que geramos -, estamos simplesmente abrindo mão do combustível da vida. Que vai baixando…Entropia, envelhecimento e morte são causados apenas porque não aceitamos o efeito do que fizemos com a nossa consciência.

Pare de viver no passado, explicando o que aconteceu e morrendo um pouquinho. Injete toda a sua energia no presente e somente na criação do seu futuro.

Cuide da causa e controle o efeito.