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Por Ary Alonso Millan(†)

Se existe algo em comum com todas as doutrinas e religiões, com certeza, é associar uma vida melhor com agir com o coração. O que se pretende é solucionar as “mazelas” que o ser humano cria à falta de amor entre as pessoas. Usam uma associação entre o coração e a bondade, como se existissem apenas sentimentos nobres originados no órgão que bombeia a vida. A pior coisa que o ser humano pode fazer é agir pelas suas emoções que são sempre geradas por nossas referências racionais e lógicas. O instinto de sobrevivência que nos move é sempre egocêntrico e impulsivo.

Parece que a nossa resposta a alguma coisa da vida foi pensada. Claro, temos mil razões para aquela atitude, mas, na verdade, foi só instintiva e robótica. Quando alguém parte para uma agressão ou até para um assassinato, age com o coração, que está cheio de raiva e ódio. Infelizmente, o coração abriga todos os tipos de sentimento, da mais pura alegria até a mais profunda tristeza.

A grande dificuldade das pessoas é aprender a amadurecer, sem se revoltar com os acontecimentos. O que existe é causa e efeito; assim, rebelar-se contra o que nós mesmos criamos, nos leva ao envelhecimento ao invés do amadurecimento. Exacerbar as emoções envelhece, porque não estamos aceitando o retorno da nossa própria força vital que foi colocada na ação que originou a consequência. O que podemos e devemos buscar é agir com inteligência para alcançar o nosso desejo. Basta sair do comportamento emocional com tudo que acontece e assumir o verdadeiro controle da vida pela consciência metafísica, a nossa essência que está por trás de tudo.

Cuide da causa e controle o efeito.