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Por Ary Alonso Millan(†)

A dinâmica da vida moderna nos mostra mudanças em tudo, mas estamos mudando sempre só a aparência das coisas.Por quê? Porque é assim que o universo funciona, ou melhor, como estamos lidando com o que enxergamos e ouvimos principalmente. O que acaba se modificando é o que percebemos com os cinco sentidos.

Independentemente de gostarmos disso ou não, o fato é que a nossa opinião espetacular não faz diferença alguma na rotina da lei de cause e efeito: só naquilo que podemos ver.

Existem duas realidades, e vamos aprender a lidar com elas, harmonizando-nos por livre escolha ou vivendo situações que podemos chamar de contrariedades, as conhecidas doenças patológicas, crises financeiras ou de relacionamento.

O que seria bom fazer, ou menos doloroso, é tentar entender a nossa realidade imediata – a “material” – como de fato funciona. A ciência já sabe que vivemos tudo aquilo que projetamos a partir de nossos sentimentos associados às nossas referências de vida, o meio onde crescemos e convivemos.

Essa cena que enxergamos é a parte revelada do que nós somos; mas existe a oculta, que é a nossa essência, e precisamos trabalhar com ela também, não importa o quanto difícil possa parecer isso; na verdade, é apenas sutil. Mas gostamos de lidar com o óbvio só porque parece ser a verdade.

Precisamos, sim, fazer um esforço, que, normalmente, não queremos fazer por dois motivos: o primeiro, porque pensamos que deve ser feito por meio de alguma religião ou crença e estas têm sempre coisas obscuras que nos trazem desconfiança; segundo, porque acreditamos que o entendimento espiritual deve ser gratuito, nem que seja de forma ilusória.

Aqui, no planetinha, tudo tem “preço” e o menor deles é sempre o financeiro, mas preferimos nos enganar e acabamos por pagar “custos” invisíveis: as contrariedades da vida, das quais queremos sempre fugir.

Viver a verdade de sua essência é o único caminho para mudarmos para melhor, e o ponto de partida é aceitarmos isso como o principal trabalho que temos a desempenhar uns com os outros, mesmo sendo uma tarefa individual.

Faça um esforço para revelar a sua perfeição interna, para você mesmo – não para o mundo externo.