Por Ary Alonso Millan(†)

Existem duas realidades: uma física, densa, e outra, metafísica, sutil. Nossos pensamentos fazem parte do mundo etéreo, do que não podemos ver, nem tocar, mas possuem função e poder associados à vida física.

Na verdade, nossa mente é uma das coisas menos compreendidas, e o que mais demonstra isso é o fato de só usarmos uma parte pequena de nossa capacidade mental. Sabemos do “poder” que temos de interferir ou criar uma situação atômica, mas a ciência não sabe exatamente como funciona.

O que levamos em nosso pensamento não se transforma em realidade automaticamente, no entanto existem os eventos em que conseguimos associar diretamente a origem mental com o que se materializou. Assim, muitas vezes, tentamos controlar a vida com a cabeça racional e lógica.

Criamos verdadeiros filmes de ficção com os pensamentos, especialmente diálogos mentais em que atribuímos textos incríveis para as pessoas que estão associadas à história imaginária. O problema com esse complexo de “diretor de cinema” é que, sem perceber, começamos a falar e agir em sintonia com o filme que está levando apenas na nossa mente.

Com o nosso comportamento, vêm as emoções, que emitem vibrações para que funcionem como comunicação entre a nossa consciência física, do aspecto denso, e a sutil, da inteligência criadora. É assim que se cria a realidade.

Como não cuidamos do que falamos sem pensar, nem das atitudes impulsivas, estabelecemos eventos futuros que parecem aleatórios. Afinal, se nem conseguimos lembrar como foi o almoço da semana passada, como vamos lembrar o que dissemos?

O diálogo mental só pode ser controlado de forma permanente quando estamos conscientes do que estamos falando e fazendo a cada instante.Estar presente no agora é o único jeito de controlar o futuro.

Cuide da causa e controle o efeito.