Por Ary Alonso Millan(†)

Ao longo da vida, vamos criando nossas referências e memória. A educação da família, a que recebemos na escola, o que aprendemos com as amizades e com nossas observações formam a base de raciocínio que utilizaremos ao longo da vida.

Mais do que tudo, as chamadas lições, que, em geral, são incômodas, estabelecem a forma como vamos nos comportar em situações parecidas com as que já vivemos. Não nos damos conta de quanta limitação criamos porque passamos a agir baseados nos “traumas” por que passamos. Na verdade, funcionamos de modo meio “vingativo”: como fizeram isso conosco, agora temos o direito de revidar.

Esquecemos que tudo que falamos e fazemos só tem influência na nossa própria vida. Quando reclamamos ou nos recusamos a fazer o melhor, somos nós que sofremos internamente, porque estamos agindo contra a natureza da nossa essência – a Alma. Nossa vida é, simplesmente, a soma de tudo que geramos.

Acreditar, por si só, já é uma tolice, mas não perceber que agir na contramão do equilíbrio e da harmonia atrasa e faz ficar repetitivo o nosso processo. Cuidar dele é o que faz a vida ser boa e estável. Agir por objetivos e metas faz com que percamos a perspectiva do que estamos construindo.

Para podermos viver uma vida gloriosa, precisamos abandonar a ideia de que existe algo errado com o mundo. Devemos entender que só uma lei nos governa: causa e efeito.

Assuma a responsabilidade por cada momento, buscando sempre o melhor para si, desde que esteja vivendo a verdade.

Cuide da causa e controle o efeito.