Por Ary Alonso Millan(†)

A primeira coisa que pensamos quando falamos em mudança é que temos muitas situações e pessoas a nossa volta para corrigir. Queremos mudar os outros. Eu falo com a minha amiga: “Você não quer mudar!”, ela já responde: “E você?”.

É incrível, mas a última coisa que queremos é fazer algo diferente do que estamos acostumados. Quando estamos procurando agir de forma diferente, é natural, durante o processo, que algumas pessoas queridas não vão acompanhar e talvez nós tenhamos que dizer “tchau”. Só não podemos perder o ponto de partida, a semente ou causa, que é a nossa própria transformação e crescimento. Aí está o verdadeiro segredo de fazer acontecer tudo que queremos.

Antes de agir, é preciso pensar, não fazer nada impulsivamente como gostaria a nossa natureza do corpo – devemos analisar sempre os interesses verdadeiros envolvidos. Não podemos nos impressionar com as aparências, com aquele teatro das “boas pessoas” que nós mesmos fazemos: já sabemos que isso é totalmente egoísta.

Temos que mudar sabendo o porquê da mudança.

Na verdade, estamos mudando o tempo todo. Hoje somos diferentes do que éramos há alguns meses ou anos, mas normalmente não mudamos o suficiente ou na mesma velocidade que gostaríamos de ver coisas novas acontecerem.

Entendido o conceito e tomada a decisão, agora muita calma para fazer tudo pelas razões certas. Enquanto a transformação está ocorrendo, coisas estão saindo do lugar e podem gerar faltas, momentaneamente ficam vazios e podemos querer substituir “vícios” antigos por novos.

Quando acaba uma relação, por exemplo, temos a necessidade imediata de pôr outra pessoa no lugar daquela se foi. Fica uma necessidade de preencher aquela falta.

Com o propósito errado, nada pode dar certo.

Assuma o controle, altere tudo sabendo o que está fazendo para poder melhorar de forma consciente. Cuide da causa e controle o efeito.