Por Ary Alonso Millan(†)

Nascemos independentes e livres, inclusive com todo o conhecimento do Universo na nossa consciência metafísica, representada no corpo pela alma. Mas o que uma inteligência tão absoluta vem fazer numa vida material? Pior: por que essa consciência poderosa utiliza uma estrutura diminuta e frágil, como o corpo, para interagir nessas dimensões? Na verdade, é simples e óbvio quando prestamos atenção no funcionamento das leis da natureza.

O governo do natural, que foi o que os cabalistas procuraram compreender há quaro mil e quinhentos anos, quando os gregos pareciam inteligentes com a matemática e a filosofia, mas eram completamente abestados com respeito ao aspecto sutil da vida, porque não tinha nenhuma relação com o racional e lógico do nosso intelecto. Assim tem seguido a ciência, sempre limitada ao controle físico, fugindo de forma covarde do que não pode ver, como se o funcionamento do metafísico não fosse lógico, só porque não é moral e ético.

Quando nascemos, e, até uns seis ou sete anos, temos independência total nos nossos desejos, até que os pais começam a mentir e criar padrões hipócritas de pensamento na cabeça das crianças, estabelecendo limitações que crescem geometricamente. O fato é que criamos uma ilusão massiva baseada na predisposição psicológica da autoridade.

Mesmo como adultos, queremos um governo superior para que possamos entregar a responsabilidade, especialmente em todas as vezes que agimos de forma estúpida, não buscando a verdade e o melhor. Adiar e postergar a responsabilidade, esperando que mamãe ou o além lhe chame a atenção é só fugir. A maior autoridade do Universo é você, ou já viu o pobre do Sol mudar a sua realidade em milhões de anos? Acho que não, coitadinho… Lembre-se de que só nós podemos e a cada instante.

Cuide da causa e controle o efeito.