Por Ary Alonso Millan(†)

Até onde podemos fazer uma cópia fiel? 

O fato é que copiar algo sempre estará sujeito a nossa interpretação do original.

 Nas artes sabemos que muitos talentos são capazes de realizar uma obra com a mesma qualidade da qual foi copiada. 

Na vida, mesmo sem perceber, acabamos por imitar o que imaginamos ser a realidade, mas não passa de uma representação na qual nos colocamos.

Vivemos isso nos relacionamentos em geral, especialmente, nos amorosos, nós definimos o que devemos fazer com base no que aprendemos ao longo da vida. 

Acontece que nem sempre nossas experiências ou aquelas que assistimos com familiares e amigos, foram um exemplo de amor e harmonia.

Confundimos também nossos papeis de pais e educadores, quando agimos como reguladores ou ditadores de regras. A função de um pai ou uma mãe não é “fiscalizar” seus filhos para saber se estão cumprindo as determinações.

 Apontar erros nos amores que vivemos é muito fácil, assim como nas crianças, agora, agir de acordo com nossos discursos já exige uma atenção e um esforço verdadeiros.

É incrível como para a maioria das pessoas, uma relação, depois de certo tempo, deve cair na rotina e numa sequência de cobranças.

 Acreditamos que é normal porque vemos a maior parte dos casais vivendo dessa forma.  

Quase que automaticamente, nós agimos assim também, sem nos dar conta de que é a nossa própria atitude que vai criando a realidade em torno de nós.

Pare de agir pelo senso comum e busque sempre o melhor pra você. Só não se esqueça de viver a verdade enquanto está construindo seus relacionamentos.

Cuide da causa e controle o efeito.