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Por Ary Alonso Millan(†)

A moral e ética nos levam a assumir muitas posturas de cobranças na vida. Fazem parte das regras de boa convivência social.

 Aprendemos, desde cedo, que devemos agradecer quando recebemos alguma coisa. De fato, na nossa infância criamos o hábito de depender de alguém para receber quase tudo. Menos para reclamar.

É engraçado como outros animais já nascem sabendo tudo que vão precisar ao longo de sua vida. Buscam até alimentar-se sem precisar de qualquer tipo de orientação.

Nós, que somos os mais evoluídos, precisamos aprender tudo, por mais paradoxal que isso possa parecer, porque somos os criadores da nossa própria vida. Na verdade tem todo sentido se entendemos que esse é o propósito de estarmos aqui.

O outro ponto fundamental é entender que na nossa essência não existe hierarquia e a que estabelecemos no mundo físico não tem nenhuma importância nas leis do universo. O mundo da realidade permanente. Dessa forma, todos são importantes diante de si mesmo e qualquer diferenciação que possamos estabelecer, não pode jamais ter um sentido de superioridade com relação ao outro.

No caso da gratidão, existe a conotação de que um ser que tem, dá ao que não tem. Como somos apenas canais, não podemos, depois do amadurecimento físico do corpo, desenvolver qualquer sentimento de dívida, seria inapropriado para nossa essência plena – a Alma.

O melhor para a boa convivência social, assim como não limitante para a nossa inteligência criadora, é o apreço. Especialmente, o de reconhecer a nossa capacidade de criar a realidade individual, que traz para cada um, a responsabilidade pelos acontecimentos de sua vida.

O Universo não funciona por moral e ética, e cada vez que fazemos escolhas baseadas nesse tipo de principio, estabelecemos realidades temporárias que contrariam a nossa essência criadora do melhor – o mundo perfeito governado pela lei de Causa e Efeito.

Assuma sua condição de criador responsável, apreciando, minimamente, todos os atos que geramos a cada momento, para que possa sentir toda a plenitude de sua capacidade, sem depender de ninguém para isso.

Cuide da causa e controle o efeito.