Por Diana Morais
Coach de Consciência

Todos conhecem a frase freudiana “Quando Pedro fala sobre Paulo, sei mais de Pedro que de Paulo”. Regidos pelos bons modos, nos privamos de criticar (in)diretamente outro de nossa espécie. Afinal, como mamãe já dizia, “é muito feio”. Nossa opinião sobre a realidade alheia é filtrada pelos limitados cinco sentidos que associam feitos e efeitos em nossa memória, classificando o sujeito como bom ou ruim, certo ou errado, positivo ou negativo. Somos praticamente uma máquina perfeita que revela falhas e sugere melhoras solidárias ao colega que tanto queremos bem.

Enxergamos as atitudes de outra pessoa porque temos a mesma consciência, a mesma maturidade – nada mais natural, nossa inteligência física é julgadora. Mas estamos sempre prestando atenção nas diferenças, pois somos fisicamente distintos: branco, preto, caboclo, mameluco. Entretanto, independente da origem física, nossa essência é a mesma. São as leis criadas em muitos países que promovem as diferenças. Deveríamos criar uma lei que não levasse em consideração as características físicas ou opção sexual das pessoas. O sistema de cotas para cursar uma faculdade no Brasil fomenta desigualdade por mais contraditório que isso pareça. A ignorância humana nos leva a pensar que somos melhores do que alguém, e não há nada mais nojento que a hierarquia.

Para usar o nosso corpo de maneira inteligente, devemos julgar o que queremos em nossas vidas e escolher o que entra em nossa realidade. Integração e controle sob nos mesmos não é uma opção; quem não reconhece isso apenas retarda seu processo de amadurecimento. A única coisa que temos que fazer neste mundinho atômico, manifestado pelo metafísico, é nos integrar e viver nossos desejos.

O que nos diferencia de qualquer outro ser neste planetinha é que além de nossa inteligência de sobrevivência programada para, como o próprio nome diz, sobreviver, temos uma inteligência que cria tudo o que manifestamos. Criamos tantas coisas para definir estilos de vida que ninguém mais se reconhece no outro. Nós nos tratamos como se fôssemos de espécies diferentes. Abandone todo tipo de hierarquia para viver conexões verdadeiras com as pessoas.

Mude agora e viva outro efeito.