Por Ary Alonso Millan(†)

Com frequência, assistimos a filmes sobre vampiros; mas parece coisa de antigamente e da Transilvânia. De fato, sempre existiram pessoas interessadas em usar ou dispor das posses, prestígio e do conforto alcançados pelos outros. Muitas vezes, a personalidade interesseira atua fora da esfera material. Ela age no sentido de se aproveitar do equilíbrio e harmonia do vizinho, pela simples preguiça de mudar e amadurecer.

Nas relações íntimas, a coisa fica ainda mais complexa e sutil. Qual o limite do que podemos obter de quem está por perto? Primeiro de tudo, faz parte da natureza humana buscar atender aos seus desejos individuais quase que a qualquer preço. É o natural, é do instinto. Segundo, nós somos uma coisa só; não apenas na integração metafísica das almas. O que podemos perceber com os cinco sentidos tem o propósito de ser uma barreira para que possamos construir a integração física – o que não significa pensar no outro, e, sim, no todo.

O Sol e a Terra não se aproximam ou se afastam porque fazem o que deve ser feito para que o Universo seja perfeito. Não porque estão preocupados com o nosso bem-estar. Numa relação de troca, sempre haverá o tomador e o doador, que deve ser, ao mesmo tempo, um tomador do prazer de criar harmonia. O que o doador nunca pode fazer é sentir-se vítima, mesmo que o único caminho seja impor limite ao outro. Já o tomador não pode perder o respeito e o apreço por tudo que recebe.

Nas relações, sempre existirá a troca. Faça com que seja equilibrada, sempre respeitando o sentido da unidade e dando limite ao que for, para que você possa manter integradas suas consciências: física e metafísica.

Cuide da causa e controle o efeito.