Por Diana Morais
Coach de Consciência

Se vivêssemos baseados nos impulsos da inteligência física do ser humano – a de sobrevivência – as nossas vidas seriam uma montanha russa. “Mas, não é o natural passar por altos e baixos?”, perguntaria algum morto vivo por aí.

Esta é a herança religiosa que carregamos; fomentamos a culpa e agimos baseado neste conceito limitado para depois vivermos a redenção de algum lote no céu. Quer dizer que a solução é sofrer um pouquinho aqui para depois não sofrer? Assim, muitos seguem a vida na teoria do descarte: enjoa do emprego, pede demissão. Enjoa do namorado, termina. Enjoa da cidade, se muda. Seja na China, Holanda ou Nova Guiné, carregamos nossas questões conosco e simplesmente atrasamos nosso amadurecimento.

Pois é assim que funciona a nossa inteligência física: basta acontecer algum “imprevisto” para buscarmos uma solução imediata que nos tire do desconforto. Qual é o problema? Problema mesmo, nenhum. Aliás, o natural é não termos problemas. A questão é que estamos sempre criando uma realidade futura condizente com nossas atitudes no presente. Como podemos, então, não aceitar o que nós mesmos criamos?

O que muda a consciência que irá estabelecer nossa realidade futura é o nosso comportamento. Colocar a “culpa” no emprego ou no namorado, por qualquer situação desagradável que estamos vivendo, é, no mínimo, infantil. Não estou dizendo que devemos aceitar situações mais ou menos, mas onde estamos é o lugar perfeito para mudar e criar o melhor. Chutar o balde é recusar a amadurecer e levar todas as questões que não queremos lidar para outras áreas de nossas vidas. Temos que ter cuidado, pois o balde pode acabar caindo em nossas cabeças.

Para viver uma vida de equilíbrio e prazer permanente, a chave é mudar, pensar e agir de maneira diferente.

Mude agora e viva outro efeito.