Por Diana Morais

Coach de Consciência

Entramos em campo quando nascemos. Abrir os nossos pulmões e sentir o primeiro ar entrando é um dos muitos esforços físicos que fazemos para dar continuidade ao nosso amadurecimento.

No ventre materno, amadurecemos até estarmos “prontos” para iniciar os prazeres que nossos cinco sentidos nos proporcionam. Não é nada confortável a primeira vez que abrimos os olhos, ou quando abrem nossos tímpanos, mas logo nos acostumamos e começamos a apreciar o ciclo em campo físico.

O que está em jogo na vida? O prazer. Queremos sensações de prazer permanente – seja jogando, assistindo, protestando ou torcendo. Nosso instrumento em campo é o nosso corpo. E o que fazemos com nosso corpinho é só nossa responsabilidade.

Durante a Copa queremos aproveitar a exposição internacional para choramingar igual crianças; consertar o que está errado, as pessoas ou o sistema ao nosso redor. Mas no dia a dia, não temos um pingo de respeito pelos compromissos que criamos ou pela vaga do vizinho. Adoramos a mentira: “estou lutando por uma boa causa”.

Enquanto isso, a Alemanha não reclamou da infra-estrutura oferecida no nosso país do futebol. Ela simplesmente cuidou do que era melhor para sua equipe: em cinco meses construíram um alojamento para sua federação. Ou seja, quanto mais responsabilidade assumimos, mais liberdade temos em nossas vidas. Os alemães entenderam isso há muito tempo. Podem até não ganhar o mundial, pois há outras vertentes corruptas no gramado, mas demonstram maturidade dentro e fora de campo.

De nada adianta greves, protestos e boicotes se nós constantemente agimos como irresponsáveis e imploramos por uma “salvação” internacional, ou do além. O sistema só funciona quando cuidamos do que é melhor para nós. Mas para um amadurecimento contínuo, e uma realidade mais prazerosa, a mudança deve ser permanente.

Nos iludimos quando achamos que uma vez bem crescidinhos já conhecemos e entendemos de tudo da vida. Aliás, é o que nos impede de continuar preenchendo nossos desejos. A nossa inteligência física será sempre limitada. Qualquer referência que carregamos não é verdadeira, pois só existe em nossa memória.

O maior esforço para qualquer mudança é o mesmo de levantar um braço. Para respirar, existe uma fricção atômica – no mundo físico funciona assim. O metafísico “espelha” o comando que damos e concede uma realidade que combina com essa manifestação. Para um Brasil mais íntegro e comprometido, aja desta forma na sua realidade.

Mude agora e viva outro efeito.