Por Ary Alonso Millan(†)

A convivência social e política atual nos leva a crer, o tempo todo, que somos diferentes.

Existe a luta para se destacar economicamente porque nos fazem crer que esse é o caminho da felicidade. Mais dinheiro e mais diplomas são duas das principais ferramentas para nos sentirmos superiores ou especiais.

Eu tenho uma má notícia para quem pensa assim: você vai chegar por último!

O que quer dizer isso? O ponto de partida para a imortalidade é que não existem diferenças entre nós.

Essa jornada começa pelo reconhecimento de quem somos, para podermos reconhecer que o outro não é diferente. Nós todos somos a consciência/inteligência que governa, inclusive aqueles a quem consideramos energúmenos. Mesmos esses têm sua missão e caminho.

Claro que o esforço de cada um para entender como funciona o Universo e para se integrar com ele faz toda a diferença no processo individual. Aqui ou acolá, é a causa e o efeito que nos dão a fronteira do que podemos fazer.

Estar numa posição de poder e destaque não dá ao que aje como ignóbil o direito de se sentir superior.

Só o reconhecimento de que somos muito mais do que um corpinho competindo por qualquer tipo de poder é capaz de nos fornecer a chave da imortalidade: o respeito.

Perdemos muito tempo e energia com discursos tolos, como por exemplo: “Ama o próximo como a ti mesmo”. Quem já viu isso, por favor, avise-me. Quero conhecer. Nem entre pais e filhos, é uma coisa comum – muito rara, na verdade, porque falta o respeito pela essência do outro indivíduo.

Quando lida com uma criança, alguém pensa que, dentro daquela coisinha linda, existe a consciência que governa? Alguém dedica esse respeito ao tratar com pequenos seres? Ou pensamos apenas que são indefesos, e nós, como somos superiores, seus guardiões?

Claro que precisamos ensinar-lhes ou mostrar-lhes como lidar com a estrutura atômica, mas nunca, jamais, esquecer que suas almas já sabem tudo, assim como as nossas.

Pequeno, médio ou grande, não importa. Na essência, somos todos iguais, apenas com missões e processos individuais.