Por Ary Alonso Millan(†)

Entender a diferença entre o mundo físico e o metafísico é a nossa maior dificuldade. Se não soubermos lidar com suas diferenças, como usar as duas naturezas a nosso favor?

A regra básica de funcionamento do Universo diz assim: aja no mundo da ação (físico) com base nas características do mundo etéreo (metafísico).

A primeira bobagem que fazemos é usar expressões das dimensões atômicas, do mundo material, para descrever o que acontece no metafísico. Claro que não funciona. Certo, errado, alegre, triste, feio, bonito, nada disso existe no mundo infinito.

A alma é plena, absoluta, e qualquer tentativa de entendê-la com as informações que vemos ou ouvimos, principalmente, ficará sempre aquém da realidade permanente dela.

Aqui, vivemos na realidade temporária, por mais que tenhamos muitas vezes a sensação de que o mundo vai acabar – nem que seja só o nosso mundinho egocêntrico, onde perdemos a paciência, a tolerância e acreditamos que somos capazes de consertar todos os defeitos alheios. Quando menos esperamos, aquele “problema” já não era tão grave e se dissolveu atomicamente. Pronto, passou. Aqui tudo passa.

Estamos, na verdade, lidando com coisas, acontecimentos que se formam num dia e, se não tivéssemos lido no jornal, nem saberíamos que no dia ou ano anterior, ali, houve uma tragédia.

Precisamos trazer para nossa consciência a efemeridade da aparente realidade material. Só assim, podemos abandonar um pouco os nossos cinco limitados sentidos e entrar em contato com o sexto, percebendo e sentindo a realidade permanente da alma. A única verdade.