Por Diana Morais
Coach de Consciência

Ainda que eu more em Paris, este texto não é sobre moda. É sobre as máscaras que colocamos para enxergar “os outros”. Na essência somos todos a mesma coisa, acontece que eu “visto” uma combinação de DNA diferente da sua. Isso nos torna distintos, fisicamente. Mas todos nós temos uma inteligência física, de sobrevivência, e uma metafísica, criadora. A maneira como você lida com cada uma delas é o que reflete na sua realidade.

Na série Dexter, o protagonista é um assassino em série  que trabalha como um analista forense. Os personagens que enxergam além da mascara de cientista nerd que  veste Dexter são pessoas que já agiram como assassinos; por isso, veem este seu lado “negro”, como julga o próprio personagem.  Para enxergar qualquer traço de caráter no outro, seja maldade, orgulho, ou mesmo harmonia e integridade, você metafisicamente age tal e qual. Se a questão te ofende, é justamente o que você precisa amadurecer.  Nem adianta se irritar com o mensageiro. Como diz o ditado, se a carapuça serviu, pode usar, lembrando que quem veste a carapuça é você mesmo.

Assim, a beleza está nos olhos de quem vê.  Mas claro que em Paris, sendo a cidade mais bonita do mundo, fica fácil enxergar “la vie en rose”. Porém, independentemente de onde estou,  levo essa consciência de harmonia e integração, contanto que aja dessa forma. Portanto, posso compartilhar com as pessoas na minha vida o verdadeiro propósito das relações.

Na campanha “ame ao próximo como a si mesmo”, existe uma condição para a segunda parte acontecer. Dessa forma, pais e filhos, comunidades e nações, amigos e amantes continuam a se manipularem e a se criticarem. Sem amor incondicional por você mesmo, se torna impossível tratar o outro da mesma maneira.

Ainda bem que somos os criadores e podemos mudar qualquer realidade em nossas vidas, para isso basta estar vivo.

Mude agora e viva outro efeito (ou não).